08/07/09

Vale a Pena II

Política Internacional

Stanley Foudation - Excelentes artigos sobre conjuntura internacional. Veja também o canal de vídeos deles no Youtube (mais uma vez, os aspirantes ao Itamaraty podem variar um pouco de mídia). Ambos em inglês.

OPSA - Observatório Político Sul-Americano: artigos, notícias, biblioteca...excelente.

Futebol, Esporte de Macho:

Blogs do Eduardo Cecconi:
Entrevero - Sobre o futebol do Interior do RS
Preleção - O espaço do debate tático no futebol do RS

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E, claro, o Blog da Comunidade "Futebol Arte é Coisa de Viado" (assim, com i, como macho escreve...). A melhor comunidade sobre futebol do orkut...

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Comércio mundial precisa de alternativas ao dólar, diz Lula

PARIS (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o dólar continuará sendo uma moeda importante por décadas, mas acredita ser possível desenvolver novas relações comerciais não dependentes da divisa norte-americana.

Em entrevista publicada no jornal francês Le Monde nesta terça-feira, Lula afirmou que a dependência do dólar não é algo bom e que são necessárias alternativas.

"O dólar ainda será importante por décadas. Substituir o dólar no comércio mundial não é uma coisa simples. Mas o Brasil acredita na possibilidade de novas relações comerciais não dependentes do dólar", disse Lula ao Le Monde.

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China inicia uso do yuan em trocas externas (Estadao)

A China lançou um programa piloto para permitir que suas empresas importem e exportem em yuans em algumas regiões, em um importante passo para a internacionalização de sua moeda.

Seis empresas de Xangai assinaram ontem contratos com parceiras em Hong Kong e na Indonésia para realizar os primeiros contratos em yuan.Executivos dizem que a medida ajudará a reduzir custos e evitar riscos cambiais.

O esquema também será testado entre a Associação de Nações do Sudeste da Ásia e as regiões de Yunnan e Guangxi, antes de ser lançado mais amplamente.



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07/07/09

Vale a pena

Duas excelentes iniciativas do governo brasileiro:

1 Blog sobre as denúncias envolvendo a Petrobrás (que pode ser seguido no twitter)

2 Canal de Vídeos do Itamaraty no Youtube (especialmente útil para os aspirantes ao Serviço Exterior que quiserem variar um pouco a “mídia” dos estudos...)

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Feliz Blog Novo

É isso aí, blog no ar. Não sei quando vou postar, nem o que vou postar, mas vocês vão sabendo pelo twitter...Coisas diversas virão, sobre assuntos que vão de política a futebol, passando por religião. Para manter as coisas animadas, vou mandar uma porção de coisas que cato na net, e quem quiser que se vire com as tags...

Abraços...

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Fiat na China

(E dá-lhe crise no lombo dos BRICs)
O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, assinou nesta segunda-feira (6) um acordo com a montadora estatal chinesa Guangzhou Automobile Group Corporation (GAC) para produzir carros em parceria a partir do segundo semestre de 2011. A intenção da Fiat é expandir sua atuação no crescente mercado chinês.

O acordo foi assinado entre Marchionne e o executivo do GAC Group, Zhang Fangyou, na presença do priumeiro ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e do presidente da China, Hu Jintao, na cidade italiana de L'Aquila.

As empresas planejam produzir o sedã Linea além de dois tipos de motores em uma fábrica que será construída em Changsha, capital da província de Hunan, além de investimentos em rodovias e estradas de ferro na região.

A parceria prevê investimentos de 400 milhões de euros (US$ 556 milhões), segundo divulgou a Fiat. A fábrica inicialmente vai produzir 140 mil carros e 220 mil motores por ano, com potencial para crescer esta capacidade produtiva para 250 mil carros e 300 mil motores anuais.

Recentemente a Fiat adquiriu 20% das ações da montadora norte-americana Chrysler.

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A safra de erros na Argentina (Editorial Estadão) 6-7

("Estadices" à parte, a coisa nao vai bem para os Hermanos)

A Argentina está arriscada a ter de importar trigo no próximo ano, segundo se especula na Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

O plantio vai mal, por causa da seca e dos problemas financeiros dos produtores. Qualquer país pode precisar da importação de alimentos e alguns dependem essencialmente da produção estrangeira. Não há nisso, em princípio, nenhum mal. Mas o caso argentino é diferente: a conversa sobre a compra de trigo no exterior parece tão estranha quanto um rumor sobre importação de petróleo pela Arábia Saudita.

Mas a imprensa anda carregada de notícias aparentemente estranhas sobre a economia argentina. Até há poucos anos o país era autossuficiente em petróleo e dispunha de gás para abastecer vizinhos como o Chile e o Brasil. Também isso mudou. Nos últimos anos, compromissos de suprimento do mercado chileno foram descumpridos. Agora a Repsol YPF enfrenta processos de empresas brasileiras por ter deixado de fornecer-lhes o gás contratado.

As duas notícias, a do aperto no abastecimento de trigo e a dos problemas do grupo petrolífero, são detalhes de uma única história: a dos muitos desmandos e erros do casal Kirchner em suas intervenções desastradas na economia argentina. Os disparates praticados pela presidente Cristina são apenas uma continuação daqueles cometidos por seu marido Néstor, quando a precedeu como ocupante do gabinete principal da Casa Rosada.

A Argentina vive à beira de uma crise energética há vários anos e já teve de recorrer ao Brasil para afastar o risco de apagão. Nada mais compreensível e previsível do que essas dificuldades. Afinal, o governo argentino tem conseguido, há alguns anos, desencorajar o investimento em vários setores. Nem o alardeado crescimento recente bastou para entusiasmar os possíveis investidores.

O desestímulo é consequência do voluntarismo populista dos Kirchners. Durante anos tentaram conter a inflação por meio dos velhos, falidos e desacreditados controles de preços. Usaram impostos absurdos, como "retenção" sobre certas exportações, para alimentar o Tesouro e para reforçar o abastecimento interno e deter a escalada dos preços. Poderiam conter as pressões inflacionárias por outros meios, administrando a moeda com maior seriedade e controlando o gasto público, mas preferiram recorrer aos truques da pior tradição latino-americana. É mais fácil impedir o aumento do custo de vida tabelando tarifas de serviços públicos do que adotando políticas menos demagógicas e mais eficazes a médio prazo. A isso se acrescentaram as interferências no comércio de alimentos e, como complemento, a manipulação dos índices de preços ao consumidor, hoje inteiramente desmoralizados. Há anos ninguém leva a sério os indicadores oficiais de inflação.

A presidente Cristina Kirchner desperdiçou boa parte do ano passado num conflito absurdo com os produtores agropecuários, por causa da tributação das vendas externas. Isso custou ao governo um enorme desgaste - não só entre os agricultores e criadores. Esse desgaste, ainda não superado, explica a derrota dos Kirchners nas eleições da semana passada.

Os erros do governo e o longo conflito político enfraqueceram financeiramente a agropecuária e, além disso, desestimularam quem tinha condições para investir. A seca prolongada complicou um quadro já difícil. Neste ano, estima-se um plantio de 2,9 milhões de hectares de trigo, o menor em mais de um século, segundo os dados da Bolsa de Cereais. Outras culturas também foram afetadas.

Quanto à Repsol YPF, o relatório do exercício de 2008 menciona várias dificuldades políticas enfrentadas na Argentina, como a pesada tributação das exportações de hidrocarbonetos, a obrigação de abastecer o mercado interno com preços inferiores aos do mercado internacional e outros inconvenientes causados pela excessiva intervenção governamental. O descumprimento dos compromissos com clientes brasileiros, entre 2006 e 2008, também se explica pela restrição oficial às exportações de gás.

O desastroso populismo dos Kirchners não é, apesar de suas consequências, um caso isolado na América do Sul. Erros muito semelhantes expõem a população venezuelana a dificuldades crescentes. Mas não falta quem se disponha, até no governo brasileiro, a pregar a imitação desses "modelos" devastadores.


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